sábado, 28 de fevereiro de 2015

É o fundo do poço?

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EXPLORAÇÃO
Funcionários operam plataforma na Bacia de Campos.
Apesar de recorde, a produção tem ficado aquém das metas

Alvejada pelas investigações da Operação Lava Jato, a Petrobras viu na semana passada sua reputação econômica sofrer um duro golpe. A nota de crédito da estatal foi rebaixada em dois patamares e a empresa deixou o “grau de investimento” para entrar no “grau especulativo”, segundo a agência americana de classificação de riscos Moody’s. Apesar do economês de companhias como a Moody’s e dos erros de avaliação cometidos por ela e suas semelhantes nos últimos anos, o fato é que o mercado começa a considerar arriscado demais aplicar dinheiro na petroleira. Não é difícil imaginar o impacto que a avaliação pode gerar nas finanças da empresa. “Essas ações refletem a crescente preocupação com as investigações de corrupção e os atrasos na entrega de um balanço auditado”, disse a Moody’s, em nota. O temor é que o rebaixamento da estatal contamine as finanças do País – e produza mais nuvens sombrias num cenário econômico já turbulento.
Na raiz da crise na Petrobras está o alto nível de endividamento. Com relevantes descobertas de reservas de óleo nos últimos anos, a empresa adotou um plano de investimentos agressivo. Em janeiro do ano passado, a companhia aprovou um planejamento de negócios que cobre o período de 2014 a 2018, com previsão de investimentos de US$ 220,6 bilhões, a maior parte concentrada em exploração e produção. Em 2014, no entanto, ela foi incapaz de atingir sua principal meta. Enquanto no plano original a estimativa de crescimento da produção era de 7,5% em relação a 2013 (com margem de um ponto percentual para cima ou para baixo), o ano terminou com alta de 5,3%. Ao mesmo tempo, numa estratégia para controlar a inflação, o governo manteve o preço da gasolina artificialmente baixo em relação ao que se pagava no mercado internacional. “Quanto mais a Petrobras vendia, mais caixa ela queimava”, afirma Marcelo Varejão, analista de investimentos da Socopa Corretora. Na opinião do analista, se os preços nos postos de combustíveis tivessem subido antes, a situação financeira da empresa seria mais favorável hoje – eles começaram a ser reajustados há apenas três meses.
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DESINVESTIMENTO
Aldemir Bendine, novo presidente da estatal,
prometeu vender ativos para equilibrar as contas
Para equilibrar as contas e reduzir uma dívida bruta próxima de R$ 331,7 bilhões (dado de setembro de 2014), o novo presidente da petroleira, Aldemir Bendine, afirmou que venderá ativos e cortará investimentos em refinaria. Após a decisão da Moody’s, a empresa confirmou, em nota, para “o mais brevemente possível uma divulgação transparente e com confiabilidade de seus resultados financeiros de 2014”. A expectativa do mercado é que isso aconteça até o fim de março. Se não acontecer, a Petrobras pode ter que pagar antecipadamente uma dívida de US$ 56,7 bilhões e sua nota de crédito estará sujeita ao rebaixamento nas outras duas grandes agências de classificação: Standard & Poor’s e Fitch. Com o endosso de uma delas à posição da Moody’s, vários fundos de pensão serão obrigados a se desfazer de seus papéis e esses poderão passar para as mãos de fundos “abutres” ou puramente especulativos.
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O efeito no restante da economia pode ser perverso. “A Petrobras é a maior empresa do Brasil e tem grande influência no Produto Interno Bruto (PIB)”, diz Alexandre Espírito Santo, economista da Simplific Pavarini e professor do Ibmec-RJ. “Se ela deixa de pagar seus fornecedores, eles deixam de pagar os seus e assim por diante. Isso gera uma cadeia de desemprego e afeta uma economia que já está fraca.” De forma direta e indireta, calcula-se que o peso da companhia no PIB brasileiro seja próximo de 15%. Ainda que o rebaixamento da estatal não tenha uma relação direta com uma eventual perda do grau de investimento conquistado pelo País em 2008, o risco de contágio não pode ser descartado. Na hipótese de uma nova capitalização, o Tesouro, que é o principal acionista da Petrobras, teria que comprar mais ações para não diluir sua participação. Isso poderia comprometer o ajuste fiscal que tem sido coordenado pela equipe econômica. No fundo do poço, não há saída fácil.
Foto: MARCOS DE PAULA/AE; PEDRO DIAS/Ag.Istoé 

Filme que conta a história de Lula foi patrocinado por empreiteiras investigadas na Lava Jato

Cena do filme "Lula, o Filho do Brasil" (Foto: Reprodução)

No início do filme Lula, o Filho do Brasil,dirigido por Luiz Carlos Barreto e lançado em 2010, anuncia-se que a obra “foi produzida sem o uso de qualquer lei de incentivo fiscal federal, estadual ou municipal, graças aos patrocinadores”. Na lista de patrocinadores, no entanto, constam as empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e OAS, as três maiores do país e que são investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público. Policiais e promotores apuram desvios de até R$ 10 bilhões no esquema do petrolão. A cinebiografia também foi patrocinada pela EBX, do empresário Eike Batista

Uma cidade de bem com a vida

Aos 450 anos, o Rio passa por uma das maiores transformações urbanísticas de sua história, se consolida como a capital dos grandes eventos e comemora um vigor econômico sem precedente

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Nos últimos 100 anos, o Rio de Janeiro passou por três grandes transformações. A primeira delas se deu no começo do século XX, sob o comando do prefeito-engenheiro Francisco Pereira Passos, quando a cidade promoveu a recuperação do degradado centro histórico. “Naquele momento, o Rio deixava de ser uma cidade colonial para se tornar uma metrópole nos modelos europeus”, diz o arquiteto Luiz Fernando Janot. A inspiração vinha, sobretudo, das reformas de Paris encomendadas por Napoleão III. Era a “belle époque” carioca. A partir dos anos 60, a cidade decidiu investir na conveniência do automóvel. Nesse período, nasceram os túneis que interligam a cidade, como o Rebouças (da zona sul à zona norte) e o Santa Bárbara, que conecta Catumbi a Laranjeiras. Agora, aos 450 anos, que serão completados neste 1º de março, o Rio vive a sua terceira e talvez mais radical transformação. Tudo graças à Olimpíada. As obras para a maior festa do esporte mundial marcam a valorização da zona oeste, especialmente da Barra da Tijuca, aproximando-a do restante da cidade. Do Parque Olímpico, com arenas e o estádio aquático, à Vila dos Atletas, as principais atividades acontecerão lá. Isso levou à criação da linha 4 do metrô, que vai ligar a Barra a Ipanema, na zona sul, e das linhas de ônibus articulados que circulam em vias seletivas, os chamados BRTs. “Desde a década de 60 que não se rea-liza simultaneamente no Rio um conjunto de obras tão vigorosas e relevantes para o futuro da cidade”, diz Luiz Fernando Janot, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil.

O Rio de Janeiro é hoje uma cidade de bem com a vida. Associada ao surgimento de uma nova realidade urbana vem uma retomada econômica sem precedente. Basta observar uma série de indicadores para perceber a dimensão do fenômeno. Nos próximos anos, o Rio tem confirmados investimentos da ordem de R$ 614 bilhões. A cidade já absorve um quarto de todo o dinheiro estrangeiro aplicado no Brasil e ostenta a menor taxa de desemprego do País. A solidez financeira vem também da chamada economia criativa, que engloba o setor de serviços, a cultura e, especialmente, o turismo. A pujança tem atraído levas de novos imigrantes. Resultado: os imóveis no Rio foram os mais valorizados no mundo em 15 anos. Entre 2000 e 2014, segundo levantamento da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), a alta de preços do setor foi de impressionantes 620%. Para o prefeito Eduardo Paes, o Rio finalmente se livrou do trauma de ter perdido o posto de capital federal para Brasília. “Os últimos 50 anos talvez tenham sido os piores da história do Rio”, diz Paes. “Agora vivemos o oposto. É uma cidade perfeita? Longe disso. A questão é que agora há novas perspectivas.”

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HORIZONTE
O governador Luiz Fernando Pezão: sintonia com o prefeito Paes para
atrair centenas de bilhões de dólares em investimentos
Durante os Jogos, a cidade será dividida em quatro zonas olímpicas: Barra da Tijuca, Complexo de Deodoro, Copacabana e Maracanã. Deodoro abrigará um ginásio de cinco mil lugares para provas de esgrima e o circuito de canoagem. Em Copacabana, serão realizadas as competições de praia e o Maracanã sediará as cerimônias de abertura e encerramento. Mas é na Barra que se concentrará metade das atividades esportivas. “A Olimpíada reforça um eixo de lazer e consumo que estava sendo direcionado para a zona oeste desde os anos 70”, diz João Masao Kamita, professor do curso de arquitetura e urbanismo da PUC-Rio. A ocupação da Barra na época conduziu investimentos para condomínios residenciais, grandes shopping centers e casas de shows. Agora ela ganhará mobilidade, além do metrô, com as vias expressas Transolímpica, que a ligará a Deodoro, a Transoeste, com conexão ao bairro do Campo Grande, e a Transcarioca, que levará ao Aeroporto do Galeão.
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“Quando deixou de ser a capital federal, o Rio passou anos procurando sua identidade”, diz Fabiana Izaga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e secretária-geral do Instituto de Arquitetos do Brasil. “Brasília ficou com a política e o centro financeiro se afirmou em São Paulo. Com os grandes eventos, a cidade ganhou um norte.” Ela cita os sucessos da Jornada Mundial da Juventude, que, em 2013, recebeu o papa Francisco e dois milhões de visitantes, e a Copa do Mundo, com um saldo de 886 mil turistas no ano seguinte. Enquanto tudo isso acontece, uma nova cidade começa a nascer.
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Fotos: Felipe Varanda/ Ag. Istoé,Stefano Martini; Marco Teixeira 

O PMDB e o fantasma do impeachment

Em meio a manifestações pelo impedimento de Dilma e fortalecido pela fragilidade do governo no Congresso, o PMDB volta a falar grosso e cresce no jogo político.

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Inspirado no princípio de que em política não existe vácuo de poder, o PMDB corre para ocupar um espaço privilegiado no cenário nacional. Num momento de efervescência, em que o fantasma do impeachment insiste em assombrar o governo, o partido se impõe como o principal fiador da governabilidade da presidente Dilma Rousseff. Hoje, além de ocupar a vice-presidência da República, o PMDB contabiliza o maior número de governadores e prefeitos entre as legendas aliadas ao Planalto. Ainda comanda simultaneamente a Câmara e o Senado, exibindo farta musculatura onde o governo demonstra fraqueza. Esses trunfos conferem aos líderes peemedebistas um alto cacife na relação com o Planalto. Mais do que isso. As circunstâncias políticas transformaram o PMDB no principal dique de proteção da hoje frágil cidadela governista. Ciente de sua força e de seu poder, o partido resolveu falar grosso nos últimos dias. Em reuniões no Planalto, deixou mais do que claro que quer ser ouvido no processo de tomada de decisões. Qualquer que sejam elas – de uma simples nomeação para cargo de segundo escalão à definição de políticas públicas. Caso contrário, ameaça não apoiar no Congresso, por exemplo, os projetos do Executivo de ajuste fiscal, hoje considerado fundamental para que a economia volte aos trilhos.
O tom das novas exigências foi dado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), depois de um jantar na residência oficial do vice-presidente Michel Temer na noite de terça-feira 24, que contou com a participação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ao deixar o encontro, Renan disse que a falta de espaço aos aliados deixou “capenga” a coalizão que sustenta o governo Dilma Rousseff. Sua declaração foi o resumo de um encontro marcado para que a equipe econômica do governo apresentasse a proposta de ajuste fiscal aos peemedebistas, numa tentativa desesperada de vencer as resistências da votação do pacote no Congresso. Embora a cúpula do partido tenha reiterado a promessa de apoiar o governo nessa discussão, o PMDB manteve no jantar a toada de reclamações e ameaças – privadas, abertas ou até subliminares.
Um dos recados foi emitido via programa eleitoral do partido exibido em rede nacional na quinta-feira 26. Com um forte cunho político, o programa abre com uma mensagem capaz de suscitar interpretações maliciosas. “Não são as estrelas que vão me guiar. São as escolhas”, afirmou o PMDB. O marqueteiro do partido, Elsinho Mouco, diz que “as estrelas” às quais se referiu em nada guarda relação com o símbolo do PT. “Foi poesia”, garantiu. Mas nem o mais inocente petista engoliu essa versão.

Prefeito Alexandre Arraes acompanha limpeza da perimetral


O prefeito de Araripina Alexandre Arraes, esteve hoje, 27, na manhã dessa sexta-feira, acompanhando, junto com o secretário de infraestrutura Leonardo Batista a limpeza da perimetral Governador José Muniz Ramos, obra de grande importância de mobilidade, adquirida na gestão de Alexandre Arraes, a via também é usada pelos araripinenses para praticar esportes, a caminhada e o ciclismo.

A perimetral que tem extensão de 07 km, é de suma importância para a mobilidade da cidade, onde verdadeiros bairros tem nacidos à margem dessa rodovia, deafogando o trânsito da cidade, e ligando a em mais dois pontos com a BR 316.

Com as chuvas, o mato tem crescido, e a  sujeira tem descido das encostas, tomando as  vias usadas por pedestres e ciclistas, a secretaria de infraestrutura, está com um mutirão realizando essa limpeza.

Aumentos na energia são passageiros, diz Dilma


A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (27) que o aumento nos preços da energia elétrica são passageiros e motivados pelo período de seca pelo qual passa o país. Segundo ela, a substituição das formas de produção de energia em momentos de estiagem, das usinas hidrelétricas para as térmicas ou biomassa, faz com que seja necessário arcar com as despesas das matérias-primas.

“Você só vai usar ela (energia térmica), porque é mais cara, quando você precisar. Nós estamos precisando. Os aumentos nos preços da energia são passageiros, estão em função do fato que o país enfrenta a maior falta de água dos últimos 100 anos”, justificou. De acordo com a presidenta, a produção de energia hidrelétrica é a mais barata, porque não é necessário pagar pela água, diferentemente de itens como o gás, carvão ou biomassa.

Dilma deu as declarações em Santa Vitória do Palmar (RS), durante inauguração do Parque Eólico Geribatu, que vai ser capaz de produzir 250 megawatz de energia. Ela disse que as consequências da seca não significam “que nós vamos ter qualquer problema sério ou mais sério na área de energia elétrica. Não iremos ter, porque temos todo um sistema de segurança. Isso também não significa que vamos sair por aí jogando energia pela janela e não consumindo de forma racional”, defendeu

Para a presidente, a parte do governo é garantir a oferta de energia. Em contrapartida, os cidadãos também têm que colaborar evitando o desperdício de energia. “Desperdício zero. Diversificação da matriz mais desperdício zero é a garantia de segurança do país”, enunciou, antes de citar exemplos: “Não tem porque a geladeira ficar aberta se você não está usando, nem deixar o chuveiro ligado quando não está usando. Não tem porque a gente jogar fora a energia que custa tanto produzir”.

O Parque Eólico Geribatu atenderá o consumo energético de 1,5 milhão de habitantes. Junto com os sistemas de transmissão, foram investidos no parque R$ 2,1 bilhões em recursos públicos e privados. Ao lado dos parques de Chuí e Hermenegildo, compõe o Complexo Eólico Campos Neutrais, o maior da América Latina.

Clube Militar repudia fala demencial de Lula e lembra que o Brasil tem apenas um Exército


Em nota, que endosso da primeira à última palavra, o Clube Militar responde a Lula e lembra que o Brasil só tem um Exército. Eis aí. No dia em que Lula vomitou impropérios naquela patuscada no Rio, já critiquei a sua fala demencial. Leiam a nota do Clube Militar.

O BRASIL SÓ TEM UM EXÉRCITO: O DE CAXIAS!

Ontem, nas ruas centrais do Rio de Janeiro, pudemos assistir o despreparo dos petistas com as lides democráticas. Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o “direito” da crítica aos atos de governo. Doeu aos militantes petistas, e os levou à reação física, ouvir os brados alheios de “Fora Dilma”.
Entretanto, o pior estava por vir! Ao discursar para suas hostes o ex-presidente Lula, referindo-se a essas manifestações, bradou irresponsáveis ameaças: “ ..também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas”. Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação. Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas.
O que há mais por trás disso?
Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?
Algum recado?
O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas.
Por Reinaldo Azevedo

“Foi FHC”


FHC
O cartaz “Foi FHC” (clique para aumentar)
Depois de Dilma Rousseff se basear na delação premiada de Pedro Barusco para atribuir o início da corrupção na Petrobras ao governo de FHC, as redes sociais não perdoaram a presidente.
As piadas diziam que a culpa pela extinção dos dinossauros caberia a FHC, assim como os atentados ao World Trade Center, a morte de Ayrton Senna, a derrota na Copa de 1950, a Gripe Espanhola, entre outros.
Além de responder Dilma dizendo que a atitude dela era a de quem “bate a carteira e grita ‘pega ladrão”, FHC resolveu entrar na brincadeira. Com uma cédula de dois reais à mão, o ex-presidente foi fotografado pelo senador Cássio Cunha Lima fazendo referência ao Plano Real e ironizando: “Foi FHC”. A letra no cartaz, a propósito, é de Aécio Neves.
Por Lauro Jardim