Supermercado Brastudo

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Bandeira tarifária da conta de luz continuará vermelha em julho


Não haverá refresco pra conta de luz no mês de julho. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira tarifária continuará sendo vermelha. Ou seja, a conta terá mais encargos novamente.
O sistema de bandeiras foi implantado este ano para alertar o consumidor que ele terá que desembolsar dinheiro a mais toda vez que for necessário acionar as termelétricas.
A estratégia vem sendo adotada por conta da falta de chuvas e da baixa quantidade de água nos reservatórios das hidrelétricas.
E, cada vez que a bandeira vermelha entra em ação, significa que o consumidor vai pagar R$ 5,50 a mais na conta a cada 100 kWh utilizados.
O valor cai para R$ 2,50 quando a bandeira utilizada for a amarela, que representa um sinal de alerta. Já quando a bandeira estiver verde, e ninguém sabe quando isso ocorrerá, não será cobrado qualquer centavo a mais.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Faleceu o empresário Emitério Marcelino

Faleceu hoje (30) por volta de 12:00h, o empresário e maçom Araripinense o senhor Emitério Marcelino.
Sr. Emitério deixa esposa, filhos e netos, e um grande legado.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Empresários do setor gesseiro reúnem - se na FIEPE para debater parcerias com o poder público



A Unidade Regional Sertão do Araripe da Federação das Indústrias de Pernambuco – FIEPE, sediou na manhã desta segunda-feira, 29, uma reunião com empresários do setor gesseiro e integrantes do poder público para planejar a participação da indústria do gesso na Casa Cariri Mostra que acontecerá na cidade de Juazeiro do Norte – CE entre os dias 21 de julho a 16 de agosto.

O debate girou em torno do desenvolvimento de parcerias entre o setor gesseiro e as prefeituras das cidades que compõem o pólo – Araripina, Trindade, Ipubi e Ouricuri – através da participação do Consórcio Intermunicipal do Sertão do Araripe Pernambucano – CISAPE, que integra todas as cidades araripeanas. A união do setor público com o privado é fundamental para criar novas oportunidades de negócio e consequentemente estimular a geração de mais emprego e renda na região.

De acordo com a diretora da Unidade Sertão do Araripe da FIEPE, Ceissa Costa, o encontro foi muito positivo, pois diversas idéias foram debatidas na presença de empresários e agentes públicos como o prefeito de Araripina. “A FIEPE recebe com alegria todos aqueles que trabalham em prol do desenvolvimento da nossa região. As reuniões são decisivas para o surgimento de novas idéias e ações empresariais”, afirmou.


Para o prefeito de Araripina – PE, Alexandre Arraes, o poder público deve ser parceiro da indústria do gesso, especialmente neste momento em que todo o setor está empenhado em superar as dificuldades do mercado. Ele afirmou que trabalhará na articulação junto ao Governo do Estado de Pernambuco para garantir a presença de secretários de governo no evento. “Levaremos as demandas do setor para o Governador Paulo Câmara e também ao Secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões e vamos garantir que representantes do Governo do Estado estejam presentes ao evento”, reforçou.

O empresário Aureliano Galvão, da AM Gesso, destacou a importância das parcerias e o apoio do poder público para o fortalecimento do setor gesseiro. Ele sugeriu a criação da Rota Turística do Gesso como forma de disseminar todo o potencial econômico da indústria gesseira e também o fortalecimento das instituições que atuam no Arranjo Produtivo Local do Gesso como a ASSOGESSO, SINDUSGESSO, SEBRAE, FIEPE e outros. “Todo o setor está empenhado em participar da Casa Cariri Mostra como forma de abrir novos mercados e também reforçar a principal economia da região do Araripe”, disse.

Ascom/FIEPE

Filha de Gonzaguinha pede ajuda para gravar disco com inéditas do pai


Fernanda tinha apenas 12 anos quando perdeu o pai. Apesar da tenra idade, já tinha uma gravação fonográfica no currículo. Cantou o clássico Asa branca com os irmãos, Daniel e Amora, e o pai, Gonzaguinha, no disco Luizinho de Gonzagão Gonzaga Gonzaguinha, de 1989, um tributo ao Rei do Baião com músicas juninas.

A saudade é embalada por canções de Gonzaguinha e envolta em muita admiração pelo trabalho dele, morto em acidente de carro, aos 45 anos, em 29 de abril de 1991, após apresentação no Paraná. No ano em que Gonzaguinha completaria sete décadas de vida - em 22 de setembro -, ela pretende lançar o primeiro disco solo, apenas com composições do pai, duas delas nunca gravadas, e pede ajuda ao público no site de financiamento coletivo Embolacha. A campanha termina na sexta-feira.

“Tem várias músicas inéditas guardadas. Dá pra um disco. Essas duas estão lá, guardadas, e eu resolvi pegar pra mim, já que meus irmãos ficaram quietos. Passei na frente e peguei pra mim”, brinca. Caminhos do coraçãoGuerreiro menino também estão no repertório, composto pelas canções de que ela mais gosta - várias delas menos exploradas. Cercada de certo mistério, a escolha pretende mostrar as diversas facetas do artista, o viés político, romântico, existencialista dele.

Shineray inaugura fábrica de R$ 130 milhões em Suape

As motocicletas da marca Shineray passarão a ter o selo pernambucano. A indústria chinesa está inaugurando, nesta segunda-feira (29), no Complexo Industrial Portuário de Suape, a primeira planta da montadora fora da China. O projeto representa um investimento de R$ 130 milhões e geração inicial de 250 empregos diretos. A unidade possui capacidade de produção total de 250 mil unidades por ano.

Localizada em uma área de aproximadamente 200 mil metros quadrados, esta será a primeira fábrica de motos do Brasil localizada fora da Zona Franca de Manaus. No local serão montados veículos de duas e três rodas com peças trazidas da China sobre chassi nacional. 

Segundo informações da Shineray do Brasil, a unidade pernambucana produzirá 20 modelos de veículos ciclomotores, triciclos e quadriciclos da marca. Lançamentos também sairão do local. 

Em outubro, será dada a largada a segunda etapa do projeto. Entrarão em funcionamento um laboratório de testes e pista exclusiva para motos On Road, Off Road e Stree, laboratórios de montagem, armazenagem e qualidade. 

No ano passado, a Shineray do Brasil registrou um faturamento de R$ 417 milhões. A marca ocupa a quinta posição no segmento no Brasil. A meta é atingir o terceiro lugar já em 2016.


Destruindo o Brasil em 06 meses


No começo de 2015, muita gente acreditou que a crise seria passageira. Reeleita, a presidente Dilma Rousseff e seu renovado ministério dariam um jeito de fazer a economia andar, e seguiríamos em frente apesar de tudo. Depois, lá pelo terceiro mês do segundo mandato, Dilma lançou a ideia de que este seria um ano de ajustes e que teríamos que sofrer um pouco agora para conhecer a felicidade logo adiante. O PIB cairia quase nada, disseram  no Planalto, mas em 2016 tudo seria diferente. Nos últimos dias, a dura realidade bateu mais uma vez à porta dos brasileiros. Ninguém mais – a não ser provavelmente algum membro relapso do governo – acredita que 2015 não será o ano em que viveremos uma tragédia econômica. Ou que, em 2016, as finanças do País vão recuperar os sinais vitais. A retomada, palavra manjada que a atual administração tratou de desgastar, ficará apenas para 2017. Talvez só em 2018 a nação volte a respirar, e mesmo assim sem muito fôlego. Sob Dilma, o Brasil terá seu pior desempenho econômico desde Fernando Collor. Projeta-se para o segundo mandato da presidente um crescimento médio anual de 0,5%. É pouco, quase nada, um desperdício do que poderia ter sido e não foi. “Nós sequer chegamos ao pior momento da crise” diz o economista Mauro Rochlim, professor da Fundação Getúlio Vargas.Os indicadores econômicos derreteram no segundo governo Dilma. Eles são tão ruins que não é mais suficiente compará-los com meses anteriores. Suas referências mais próximas são anos distantes. Em alguns casos, só dá para  cotejá-los com dados de duas décadas atrás. Em maio, o mercado formal de empregos registrou o pior índice em 23 anos, com um saldo negativo de 115 mil vagas. A comparação se dá com 1992, quando o Brasil vivia um dos períodos mais sombrios de sua história recente. Envolvido em uma série de denúncias de corrupção, o presidente Fernando Collor enfrentava o processo de impeachment, que culminaria na sua renúncia. Agora, por uma dessas coincidências históricas, os malfeitos resultantes do cruzamento de interesses públicos e privados também ameaçam a governabilidade e ferem de morte a economia nacional.
É um erro dizer que o País parou. Não se trata de paralisia, mas de retrocesso. A inflação de 2015 não será menor do que 9%, mas uma corrente de especialistas já fala em algo próximo a 10%. Se esses percentuais se confirmarem, serão a prova de que recuamos no tempo. Mais exatamente, a 2002 e 2003, quando a alta de preços foi de 12,53% e 9,30%. Há uma diferença marcante entre os períodos: o desempenho do PIB. Em 2002 e 2003 a economia brasileira cresceu 3,1% e 1,2%, enquanto em 2015 ela vai encolher. E muito: para alguns especialistas, até 2%. O Brasil está diante do pior cenário possível. Há um nome feio para isso: estagflação, a combinação de PIB baixo com inflação alta. É possível sair dessa? Dá para frear o estouro inflacionário sem depreciar ainda mais o PIB? Existe uma fórmula para fazer a economia progredir sem alimentar a inflação? Dilma não tem dado respostas satisfatórias para essas perguntas. Para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o País vive uma espécie de ressaca. “A boa notícia é que a ressaca passa”, disse. “A gente tem que se preparar. Não pode deixar o barco nas pedras.”
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Os números estão aí para provar que a crise econômica chegou ao bolso dos brasileiros. Um estudo divulgado na semana passada pelo SPC Brasil, instituição que acompanha os índices de inadimplência, constatou que existem 56,5 milhões de CPFs negativados no País. CPF negativado é o termo usado para se referir às pessoas que não pagam as contas em dia e ficam com o nome sujo na praça. Visto por outro ângulo, esse indicador quer dizer o seguinte: quatro de cada dez brasileiros não honram seus boletos. As pessoas não atrasam os pagamentos por malandragem (pelo menos a maioria delas). Fazem isso por falta de dinheiro. E falta de dinheiro é resultado direto da crise atual.
Os problemas da economia brasileira levaram ao aumento absurdo de preços nos últimos meses. E eles subiram por decisões equivocadas da presidente, como represar tarifas em ano eleitoral. Em 2014, a conta de luz diminuiu, o que comprometeu as finanças das operadoras e deu a falsa impressão de que os brasileiros viveriam dias melhores. Agora, a fatura chegou (a tarifa de energia deve subir mais de 40% em 2015) e com ela o previsível calote. Em maio, o atraso nos boletos de energia aumentou 13,9% em relação ao mesmo mês de 2014. Para o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, a inadimplência vai crescer até o final do ano, um indicativo de que o tsunami está longe de passar. De acordo com o mesmo levantamento, a maioria dos devedores (55%) têm menos de 40 anos. É que as crises costumam atingir com maior intensidade quem está do lado mais fraco. Ela interrompeu os planos de muitos jovens que estão prestes a entrar no mercado de trabalho ou que não têm uma carreira consolidada. Muitos foram demitidos e atrasaram ainda mais os seus compromissos financeiros. É assim que se constrói um ciclo negativo sem fim.
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Os economistas não hesitam em colocar nos ombros de Dilma a responsabilidade pela crise. “O aumento dos gastos fiscais, as pedaladas e o uso dos bancos públicos para beneficiar determinados segmentos deterioraram as contas públicas e afetaram a nossa percepção de risco junto ao mercado internacional”, diz Roberto Dumas Damas, professor do Insper. “O excesso de intervencionismo não só afugentou investidores como prejudicou ainda mais a nossa capacidade produtiva.” O setor industrial vive a maior crise em anos. Na semana passada, o alemão Phillipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz no Brasil, deu uma entrevista reveladora para o jornal Folha de S.Paulo. O executivo contou que as vendas de caminhões caíram 44% de janeiro a maio. As de ônibus, 27%.
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O motivo do declínio? “Há 10 anos, a inflação era baixa, as contas públicas estavam equilibradas e nós sabíamos o que viria pela frente”, disse. Hoje em dia, as mudanças constantes nas premissas econômicas afetaram a previsibilidade, um elemento essencial para as empresas. Sem ter o mínimo de certeza do que acontecerá no futuro próximo, eles seguram investimentos. E demitem. Na mesma entrevista, Schiemer desconstroi uma desculpa típica do governo Dilma. Segundo a lógica da presidente, o Brasil patina porque outros países também enfrentam dificuldades. “Não sei onde enxergam isso, porque China, Estados Unidos e Alemanha não estão em crise”, afirmou o executivo. “O que temos no Brasil é um problema caseiro.” Último dos grandes economistas a aderir às críticas contra Dilma, Delfim Netto bateu forte contra o governo em um artigo publicado na semana passada. “A economia brasileira navega num mar desconhecido”, escreveu Delfim. Ele fez um prognóstico sombrio. Sem mudanças estruturais, o Brasil corre o risco de ficar à deriva em “mais 43 meses de mediocridade.” O número não é aleatório: 43 meses é o tempo que resta para Dilma terminar o segundo mandato.
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Com reportagem de Ludmilla Amaral
Fotos: André Coelho/Ag. O Globo; Bruno Santos/Folhapress