quinta-feira, 24 de abril de 2014

Auto Escola Atual

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Show ao vivo, Paula Fernandes no Multishow, amanhã 25/04

Vereador Eric da cidade de Serrita, apoia o projeto de Roberta Arraes para deputada estadual


Hoje (24) o vereador  Eric, da cidade de Serrita, acompanhado de sua esposa, estiveram, em Araripina, com o prefeito Alexandre Arraes e a primeira dama Roberta Arraes, onde em reunião o vereador declarou apoio a candidatura para deputada estadual de Roberta Arraes.
Roberta Arraes é a presidente municipal do PSB.

TelexFree: os slogans inacreditáveis usados para atrair divulgadores

Empresa valia-se de promessas de ganhos rápidos e pouco esforço; é difícil crer no discurso, mas milhares de brasileiros acreditaram.


Promessa de ganhos fáceis e rápidos é o componente essencial da oratória de esquemas fraudulentos — sobretudo aqueles desenhados para enganar pessoas ingênuas e de boa fé. Foi justamente lançando mão desse discurso que a TelexFree conseguiu seduzir milhões de pessoas em todo o mundo, como mostra relatório da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado financeiro dos Estados Unidos, e que recentemente abriu um processo contra a empresa, alegando tratar-se de um esquema de pirâmide financeira. A companhia, que alega trabalhar sob o modelo de marketing multinível, levantou mais de 1 bilhão de dólares mundialmente apenas com a promessa de enriquecer seus 'divulgadores', sem que eles precisassem vender qualquer produto. Segundo a SEC, os principais participantes do negócio nos Estados Unidos são imigrantes das comunidades brasileira e dominicana.
Para angariar novos divulgadores, a TelexFree criou uma série de slogans a serem veiculados pela Internet. Todos eles propagandeavam o lucro fácil, e não a eficácia do produto teoricamente vendido pela empresa: o Voip, serviço de telefonia por meio de dados. Segundo o relatório da SEC, os anúncios indicavam retornos astronômicos que ultrapassavam 200% ao ano. O site de VEJA teve acesso ao documento do órgão americano e listou alguns dos slogans do negócio suspeito de ser uma fraude bilionária - confira no quadro A propaganda 'elaborada' da TelexFree nos EUA.
Histórico - No início da semana passada, autoridades americanas acusaram a TelexFree dos Estados Unidos de formação de pirâmide e fraude. Durante uma busca feita na sede da TelexFree em Marlborough, no estado americano de Massachusetts, policiais surpreenderam o diretor financeiro da empresa, Joseph Craft, numa tentativa de fugir com inúmeros cheques destinados aos donos da empresa, James Merrill e Carlos Wanzeler. O valor total da apreensão chegou a 38 milhões de dólares. A SEC foi a autora do pedido de busca e apreensão. Segundo o órgão, todos os bens da empresa foram congelados, mas os valores são mantidos em sigilo pelo governo americano.
O processo conduzido pela SEC acusa de fraude o americano James Merrill, presidente da empresa, e os brasileiros Carlos Wanzeler e Sanderley Rodrigues de Vasconcelos. Os quatro maiores divulgadores também não saíram ilesos no processo: Steven M. Labriola, Santiago de la Rosa, Randy N. Crosby e Faith R. Sloan. Craft, o diretor capturado em fuga, também é acusado de fraude. (Veja)

Pasadena: Auditoria da Petrobras descobre saque "irregular" de U$ 10 milhões

Vista aérea da refinaria de Pasadena, comprada pela Petrobras no Texas

Uma auditoria da Petrobras na sucateada refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, descobriu um saque "irregular" de 10 milhões de dólares na conta da empresa. O saque foi efetivado em uma corretora no dia 5 de fevereiro de 2010, sem autorização por escrito. O relatório da auditoria não informa quem fez o saque, tampouco o destino e a finalidade do dinheiro. A auditoria da petrolífera tinha como objetivo analisar o controle, a gestão e a comercialização do estoque de óleo da refinaria de Pasadena, no Texas.
Os detalhes do documento produzido pela Gerência de Auditoria de Abastecimento da Petrobras foram publicados na edição desta quinta-feira do jornal O Globo. O relatório sobre o estoque de óleo foi concluído em 29 de março de 2011. O saque aparece descrito no item 3: “Falta de autorização documental para saque em corretora”. Os 10 milhões de dólares foram retirados da conta da refinaria na corretora MF Global, que entrou com pedido de falência em 2011, segundo o jornal. “A falta de documentação prejudica o controle e acompanhamento de transações”, anotaram os auditores. “A autorização verbal, conforme informação da unidade, não encontra amparo em norma interna nem nas boas práticas de controle interno.”
Os auditores recomendaram que a gestão da refinaria de Pasadena passe a formalizar e arquivar a documentação referente aos saques feitos em contas mantidas em corretoras. Segundo resposta do núcleo financeiro de Pasadena, incluída no documento, não haveria mais “nenhuma autorização de pagamento ou movimentação financeira de forma verbal”. Para movimentar o dinheiro na conta da refinaria, a direção da empresa passaria a exigir uma formalização com documentos de suporte ou comunicação por escrito.
A Petrobras não comentou as irregularidades detectadas na auditoria. Ao jornal, a estatal informou que aguarda a conclusão dos trabalhos da comissão interna instaurada neste ano para investigar as condições da aquisição da Pasadena Refining System Inc. (PRSI).
O saque foi realizado em meio à disputa judicial com a belga Astra Oil sobre a compra de metade das ações de Pasadena pela estatal brasileira. O negócio gerou prejuízo à Petrobras, que gastou 1,2 bilhão de dólares, com autorização do Conselho de Administração da empresa, presidido à época pela presidente Dilma Rousseff. Ela afirma que se baseou num parecer "falho e incompleto". A compra deve ser um dos alvos da CPI exclusiva da Petrobras no Senado, autorizada liminarmente pelo Supremo Tribunal Federal. Somente os estoques de óleo custaram 343 milhões de dólares à estatal brasileira.
Problema de U$ 2 milhões – O levantamento sobre a movimentação de petróleo, gasolina e óleo diesel aponta que, entre janeiro e agosto de 2010, o faturamento chegou a 2,2 bilhões de dólares – o equivalente a 4,2 bilhões de litros de óleo. “O grande número de processos e rotinas manuais, e a utilização de sistemas não integrados, são pontos críticos de controle quanto à qualidade das informações relativas aos estoques. As divergências nessas informações têm ocasionado uma série de lançamentos de estornos que podem prejudicar a gestão da atividade na companhia”, registra o relatório.
Segundo os auditores, práticas internacionais estabelecem que tanques de armazenamento de produtos têm de ser arqueados (aferidos, para que se saiba a quantidade de produto armazenada) em intervalos de dez a quinze anos, ou após reparos. Alguns tanques de Pasadena, porém, foram arqueados pela última vez nas décadas de 1970 e 1980. Um deles foi arqueado em abril de 1970, quarenta anos antes da realização da auditoria. “A situação pode causar prejuízo à informação de estoques e incertezas nas medições para faturamento, havendo risco de perda financeira para a companhia”, anota o documento.
A auditoria também apontou outro problema: a realização de operações simultâneas de recebimento e envio de produtos, supostamente por falta de espaço para armazenamento. A prática dificulta a medição do volume movimentado pela refinaria e impossibilita apurar “de forma consistente” eventuais perdas ou sobras de óleo. A lista de problemas no controle do estoque inclui também a falta de integração entre os sistemas de faturamento, estoque e registro das contas a receber, o que impossibilita a emissão automática de relatórios.
Os auditores detectaram uma “divergência” de 2 milhões de dólares no estoque referente a maio de 2010, causada por um lançamento incorreto. Conforme o relatório, 23.000 barris de petróleo oriundos da empresa armazenadora foram considerados como estoque em trânsito. Após a transferência, o volume deixou de ser considerado como em trânsito, mas sem registro da entrada no sistema. “A quantidade foi lançada incorretamente como sobra de produção e impactou a valoração do custo de produção do mês”, diz o relatório.
Reunião — A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, participou da reunião da diretoria executiva da empresa que aprovou a compra dos 50% da refinaria de Pasadena, em 2008. Ela era diretora de Gás da estatal. Na semana passada, Graça afirmou em depoimento no Congresso Nacional, que a aquisição “não foi um bom negócio”. De acordo com o jornal, a ata da reunião em 21 de fevereiro de 2008 não registra nenhuma objeção de Foster à aquisição de Pasadena.
Graça participou da reunião com o então presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, ao lado dos diretores Nestor Cérvero, Almir Barbassa, Guilherme Estrella, Renato de Souza Duque e Paulo Roberto Costa – este último preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Após o encontro, eles submeteram a decisão de compra à aprovação do Conselho de Administração, presidido por Dilma, então ministra da Casa Civil no governo Lula.
A compra foi tema de outras reuniões posteriores, até que a estatal decidiu abrir um processo arbitral contra a belga Astra Oil, a fim de fazer com que a então sócia investisse a sua parte obrigatória na refinaria. A Astra conseguiu acionar a cláusula put option, que obrigava a Petrobras a comprar a outra metade de Pasadena. A belga não aceitou, porém, o valor estipulado em 639 milhões de dólares e acionou a Petrobras na Justiça americana. Em 2009, orientado pela diretoria executiva, o Conselho de Administração decidiu manter o processo e só pagar a quantia à Astra se a multinacional desistisse das ações da Justiça dos EUA e quitasse o negócio. A assessoria de imprensa da Petrobras diz que o conselho não consentiu com a aquisição voluntária dos 50% remanescentes da refinaria. (Veja)

I Encontro Nacional dos Advogados do Sertão. Nos dias 15 e 16 de maio de 2014, a cidade de Juazeiro do Norte (CE)

Prezado(a),
Cumprimentando-o (a) cordialmente, levo ao vosso conhecimento que nos dias 15 e 16 de maio de 2014, o Conselho Federal da OAB realizará, em Juazeiro do Norte (CE), um importante evento com o intuito de dispensar atenção especial aos advogados atuantes no sertão brasileiro.
Estudantes, advogados e profissionais de todas as áreas do conhecimento podem participar do I Encontro Nacional dos Advogados do Sertão. Nos dias 15 e 16 de maio de 2014, a cidade de Juazeiro do Norte (CE) será o palco de encontro de todos os advogados que militam nos interiores do Brasil. Advogados e demais profissionais pagam R$ 100, enquanto estudantes desembolsam R$ 50 para participarem do evento.
OBS.: Gostaria que Vossa Senhoria confirmasse a sua disponibilidade (imprescindível para a inscrição) para participar de tão importante evento, cuja programação segue em anexo.
Atenciosamente,
Gabriela Reis Feitosa Batista
Presidente da OAB/Araripina





EMPRESÁRIO E EX-PREFEITO VALDEIR BATISTA DECLARA APOIO À PRÉ-CANDIDATURA DE ROBERTA ARRAES A DEPUTADA ESTADUAL

avaldeir

O empresário e ex-prefeito de Araripina, Valdeir Batista, declarou publicamente no início da tarde desta quinta-feira, 24, apoio à pré-candidatura de Roberta Arraes (PSB) a deputada estadual. Valdeir também é ex-deputado estadual e presidente do diretório municipal do PRB. Ele fez a declaração durante entrevista na Rádio Arari FM ao radialista Fredson Paiva, e na ocasião estava acompanhado de diversas lideranças que integram o seu partido.
Valdeir Batista disse que a sua escolha pelo nome de Roberta Arraes para deputada estadual se deu pelo reconhecimento da capacidade e da competência que ela tem e os méritos para representar o Araripe na Assembleia Legislativa. Ele classificou como uma candidatura positiva e exaltou a participação das mulheres na política, citando que este era o momento do Araripe ter uma representante feminina na Casa Legislativa Estadual.
Durante a entrevista de Valdeir Batista, a pré-candidata Roberta Arraes participou por telefone e agradeceu o importante apoio que estava recebendo e, sobretudo à confiança depositada por uma importante liderança política da região ao novo projeto que se apresenta para o Araripe.
O prefeito Alexandre Arraes também participou da entrevista e agradeceu o apoio político de Valdeir Batista e do seu grupo. Alexandre reconheceu em Valdeir uma importante liderança política da região e disse que esse fortalecimento do grupo só faz aumentar ainda mais a responsabilidade com Araripina e com o povo. Valdeir também aproveitou para reconhecer o trabalho que vem sendo feito pelo prefeito Alexandre Arraes, que mesmo diante de muitas dificuldades, tem promovido uma série de obras importantes e ações que estão melhorando a vida do povo de Araripina.(Martinho Filho)

Para Campos, quem está 'de costas para o Brasil' vai descer a rampa do Planalto


 O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), voltou a se apresentar como alternativa nesta quarta-feira, 23, em Cascavel, no Oeste do Paraná, e afirmou que vai "quebrar o pacto político" em vigor no País."Nós vamos subir a rampa e vai descer àquela turma que está lá de costas para o Brasil. Não vamos governar com aquelas velhas raposas que estão lá roubando o sonho do povo brasileiro de construir uma nação melhor. É insustentável esse padrão político brasileiro, com 39 ministérios que os partidos chamam de seus. Vamos fazer de outro jeito", afirmou.
Eduardo Campos cumpriu uma agenda recheada de compromissos em Cascavel, que é um dos polos do agronegócio no Estado, com empresários, líderes partidários e prefeitos. Em entrevista na sede da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), o ex-governador disse que o Brasil "percebe que as mudanças pararam de acontecer, os ganhos cessaram e a vida começou a piorar para todos".
"Em três anos tivemos o menor crescimento do país. A sociedade já tomou a decisão que quer mudar e 70% nas pesquisas já dizem que desejam mudança", afirmou. O ex-governador disse que é hora de unir as forças e que a sua candidatura - que tem como pré-candidata a vice, Marina Silva - é uma alternativa e voltou a criticar o modelo petista.
Ele garantiu que chapa socialista já está definida e que ela será homologada nas convenções do PSB em junho. "Estamos em outra etapa, que é a construção do programa de governo, ouvindo as lideranças políticas, militantes, entidades de classe. É um programa que vem do Brasil real porque eu e Marina teremos essa tarefa que é tirar esse programa de papel e colocar para o povo brasileiro".
Pleitos regionais. Depois da coletiva, o pernambucano se reuniu com os prefeitos associados à Amop. O presidente da entidade e prefeito de Tupãssi, Jose Carlos Mariussi (DEM), entregou um documento contendo as demandas municipalistas, como a expansão da malha ferroviária da Ferroeste, construção do Aeroporto Regional e duplicação das rodovias federais que cortam a região Oeste.
"A nossa intenção é trazer todos os pré-candidatos a presidente para discutir com os prefeitos os problemas que os municípios enfrentam para o seu desenvolvimento. A região também tem os seus gargalos que impedem o desenvolvimento econômico", frisou o presidente da Amop.
Após o encontro com os gestores públicos, Campos participou de um almoço, patrocinado pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), em um restaurante da cidade. Mais de 200 pessoas, entre empresários, agricultores e líderes do agronegócio estiveram presentes.
Na oportunidade, o presidente da Acic, José Torres Sobrinho, entregou uma pauta com algumas reivindicações do setor produtivo. Dentre as demandas obras de infraestrutura e logística, reforma tributária e mais investimentos em ensino profissionalizante.
Campos afirmou que, além de fortalecer a agricultura e de investir em projetos estruturais, valorizando a iniciativa privada e PPPs (Parcerias Público Privada), que sua intenção é oferecer uma nova proposta de governo à grande maioria dos brasileiros que demonstram desejo por mudanças.
O último compromisso na cidade foi uma reunião na Câmara de Vereadores com líderes e simpatizantes do PSB, PPS e PPL, partidos que dão sustentação a candidatura socialista. De Cascavel, a comitiva de Campos seguiu de avião para São Paulo. (Estadão)

Grife holandesa escreve 'Merda' em camisa da Copa do Mundo no Brasil


Não bastasse a polêmica com as camisas da Copa do Mundo da marca Adidas,que apresentavam imagens com conotação sexual, os produtos da grife holandesa Coolcat também causaram revolta nas redes sociais.

Uma foto tirada na última terça-feira mostra uma camisa com a bandeira do Brasil e com a palavra "MERDA" em destaque. A imagem foto tirada em Luxemburgo. Em seguida, vários internautas revoltadas postaram mensagens contra a marca holandesa.
Pelo twitter, @leoossatto postou:
"ATENÇÃO estão querendo destruir a imagem do Brasil lá fora DENUNCIEM"
Outra a criticar foi a internauta @choixdor:
"Olha o absurdo que essa loja na Holanda Cool Cat está fazendo!!!"
Os brasileiros não foram as únicas vítimas da acidez da grife em sua linha da Copa do Mundo. Os espanhóis também ganharam camisas com os dizeres: "PUTA SPAIN" e "FUCK SPAIN".

Supremo julga Collor por corrupção na Presidência

Após mais de 20 anos, STF pode condenar ex-presidente acusado de comandar e ser o principal beneficiário de esquema de pagamento de propina no Planalto.

Fernando Collor de Mello ao lado da mulher Rosane Collor de Mello, após assinar o documento de seu afastamento da Presidência da República, na saída do Palácio do Planalto

Mais de duas décadas depois de o ex-presidente Fernando Collor de Mello ter sido apeado do poder na histórica votação do impeachment, a Justiça brasileira terá sua última oportunidade de fazer justiça. O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para a tarde desta quinta-feira o derradeiro processo a que o senador alagoano e ex-presidente da República responde por fatos relacionados aos 930 dias em que exerceu poderes presidenciais. Estará sob a alçada da mais alta Corte do país a ação penal em que o parlamentar é acusado pelo Ministério Público de liderar uma rede de corrupção e distribuição de benesses com dinheiro público na época em que ocupou a Presidência. O esquema consistia em cobrar propina de empresários para, por meio de fraudes, permitir que corruptos saíssem vencedores em licitações para a contratação de serviços de publicidade.
Mentor do esquema criminoso, Collor utilizava prepostos para extorquir dinheiro dos empresários e dava instruções para que o propinoduto circulasse por meio de contas bancárias de pessoas fictícias ou de “laranjas”. Os recursos eram então utilizados por ele e seus comparsas para quitar faturas de cartão de crédito, empréstimos bancários, despesas de hotéis e até a pensão que o ex-presidente pagava para o filho fora do casamento que teve em 1980 com a amante Jucineide Braz da Silva.
Em um dos episódios de pagamento de propina, o empresário Chucre Said, sócio da SR Publicidade e Promoções Ltda, declarou ter sido procurado por Osvaldo Sales, então adjunto da Secretaria Particular da Presidência e “testa-de-ferro” de Collor. Diante dos astronômicos recursos movimentados à margem da lei, ele chegou ao ponto de abrir uma conta corrente específica para gerir os valores oriundos da publicidade do governo. O titular da conta, aberta no Banco de Boston, era João Carlos Gavilán, um personagem fictício, mas que daria ares de veracidade para que o próprio Said administrasse o dinheiro e fugisse dos órgãos de fiscalização. Adeilton Leodino dos Santos e João Batista Ferreira Filho também figuravam como titulares fantasmas de contas bancárias do esquema.
Os recursos arrecadados com a propina empresarial eram, ao final, utilizados para pagamentos de despesas pessoais de Fernando Collor, Osvaldo Sales e do advogado Claudio Vieira, então secretário particular do presidente.
Diz o Ministério Público: “Os depoimentos e os laudos grafotécnicos e contábeis realizados conferem a certeza da efetiva conduta do réu na prática do ato delituoso, ou seja, que o então Presidente da República, Fernando Collor, comandava as operações por meio do ‘testa-de-ferro’ Osvaldo Mero Sales”. E continua: “É inadmissível acreditar que um esquema que movimentou vultosas quantias, beneficiando diretamente o denunciado [Collor], não tenha participação do mesmo. Todos os depoimentos creditam a atuação do grupo à figura do ex-presidente”.
Pena – Collor, que se vangloria até hoje de ter sido absolvido, em 1994, pelo STF no processo que o acusava de corrupção no célebre esquema PC Farias, pode receber pena de até vinte anos de prisão pelos crimes de peculato e corrupção passiva se condenado agora pela rede de fraude em licitações de contratos de publicidade. Mas em seu favor está sentença da juíza Pollyanna Kelly Martins Alves, da 12ª Vara Federal, que absolveu os réus sem foro privilegiado, apontados como partícipes do mesmo esquema, do crime de peculato por falta de provas. A juíza também absolveu Claudio Vieira e companhia das acusações de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, desta vez por considerar ter havido a prescrição dos crimes, situação em que o Estado, por ter demorado a julgar o processo, não pode mais condenar os réus.
A prescrição, aliás, é o principal trunfo de Fernando Collor no STF. A demora no julgamento do caso já foi responsável pela impossibilidade de punição pelo crime de falsidade ideológica. Se a Corte impuser pena mínima ao senador nos outros dois ilícitos, também haverá prescrição e Collor sairá ileso de mais essa acusação. A denúncia contra o senador foi recebida pela Justiça de primeira instância no ano 2000 e está paralisada no STF desde 2007.
Ato de ofício – Em dezembro de 1992, quando Fernando Collor foi absolvido pelo Supremo no principal processo a que respondeu por participação no esquema PC Farias, a maioria dos ministros considerou que não havia provas de que o ex-presidente tivesse praticado “ato de ofício” que confirmasse os crimes, ou seja, que não havia evidências de que ele tivesse solicitado, aceitado ou recebido benefícios do corruptor e oferecesse algo em troca ao alcance das atribuições do seu cargo, o chamado “ato de ofício”.
Naquela época, foi comprovado, entre outros episódios, que o célebre Fiat Elba de Fernando Collor havia sido comprado com dinheiro levantado do esquema PC Farias, mas o Supremo considerou que faltava registro da retribuição do ex-presidente ao presente recebido. Com o recente julgamento do mensalão, porém, a interpretação da Corte sobre o ato de ofício e o crime de corrupção ficou mais clara, já que o artigo 317 do Código Penal, que descreve o crime de corrupção passiva, não exige que o agente público tenha praticado o ato criminoso em si, prevendo que a corrupção já se caracteriza quando existe a simples solicitação da vantagem indevida.
A exemplo de 1994, a suposta falta de um ato de ofício, porém, é a tese de defesa do senador alagoano para tentar desconstruir a acusação de que ele comandava um esquema de desvio de dinheiro público e fraude em contratos de publicidade. “A denúncia é omissa na descrição da conduta que pretende atribuir ao acusado a fim de ter pretensamente concorrido para a suposta fraude nos procedimentos licitatórios que teria propiciado a alegada prática de peculato. A acusação em momento algum descreve qual foi a atuação do então presidente na realização das referidas licitações ou por que meio teria influenciado seu resultado a fim de propiciar a transferência ilícita de recursos públicos para terceiros”, afirma a defesa.(Veja)