segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Paulo Câmara diz que ganha no primeiro turno


“No primeiro turno”, cravou o candidato ao governo do Estado pelo PSB, Paulo Câmara, sobre possível vitória nas eleições. A confiança se dá pelo crescimento nas pesquisas de intenção de voto, em relação ao adversário Armando Monteiro Neto (PTB), o que, segundo ele, não é surpresa. “Era esperado. Vamos manter a mesma estratégia para consolidar o resultado. De segunda a quinta na RMR e nos demais dias, também no interior, inclusive para dar a vitória a Marina no Estado”, disse.

O que pesquisa alguma revela é que o socialista se considera com chance real de vitória antes mesmo de apresentar o programa de governo, que não deve ser divulgado esta semana. Para Câmara, é preciso revisar, pessoalmente, o documento. A ideia é evitar, assim, “erratas” como a da candidata à Presidência do próprio PSB, Marina Silva, que divulgou programa na última sexta e, no dia seguinte, mudou proposta de política energética e de direitos civis do segmento LGBT. “Isso ocorre. Não é nada de anormal”, defendeu.

As declarações foram cedidas na Praça de Casa Forte, que, ontem, virou “palanque político” de Eduardo Campos. Sim. Apesar de o candidato ser outro, a campanha tinha foco no ex-presidenciável, morto em acidente aéreo em Santos (SP), no último dia 13. Ainda que pública, a praça foi decorada com bolas e tecidos amarelos e recebeu militantes – muitos com a camisa amarela a exibir o slogan “Não vamos desistir do Brasil”.

Com 41% a 35%, Marina desbanca Dilma em Pernambuco, mostra nova pesquisa da Nassau

Marina e Beto Albuquerque formalizaram aliança em ato neste sábado. Foto: Guga Matos/JC Imagem

Por Amanda Miranda, repórter do NE10, especial para o Blog de Jamildo
A pouco mais de um mês das eleições, o cenário eleitoral em Pernambuco mudou radicalmente.
Agora, quem lidera a corrida presidencial no Estado, com 41% das intenções de voto, é Marina Silva (PSB), herdeira do ex-governador Eduardo Campos (PSB) após a morte do socialista em desastre aéreo, no mês passado.
É o que aponta o segundo levantamento realizado pelo Instituto Maurício de Nassau (IPMN), encomendado pelo Portal Leia Já e publicado em parceria com o Jornal do Commercio nesta segunda-feira (1º).
A presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), caiu e está com 35% das intenções de voto.
Dilma, entretanto, continua muito à frente de um dos seus principais adversários nacionalmente, Aécio Neves (PSDB), que aparece com apenas 3% aqui.
O candidato de bandeira religiosa Pastor Everaldo (PSC) é o quarto colocado, com 1%. Os votos brancos e nulos somam 8% e 12% dos entrevistados não responderam em quem votariam.
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As visitas de Abdelmassih ao Brasil

Enquanto esteve foragido, ele veio ao País e até participou de um churrasco em Jaboticabal (SP). O MP apura como funcionava a rede de proteção ao ex-médico

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Capturado no Paraguai após mais de três anos foragido depois de ser condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 37 mulheres, o ex-médico Roger Abdelmassih teve apoio de uma ampla rede de proteção enquanto esteve foragido. Manteve contato com parentes, amigos e até com um psiquiatra de São Paulo com quem ele e a mulher, a ex-procuradora Larissa Sacco, fizeram terapia de casal durante a estada no Exterior. Tinha tanta segurança de que não corria perigo de ser pego que visitou regularmente o Brasil nesse período. O porto seguro era Jaboticabal (SP), terra natal de Larissa. Segundo as investigações iniciais, o casal usou uma casa num pacato bairro do município para se encontrar com a família quando já viviam no Paraguai. Elaine Sacco, cunhada do ex-médico, manteve o imóvel alugado entre 23 de março de 2012 e 15 de fevereiro de 2013. ISTOÉ apurou que Abdelmassih participou, inclusive, de um churrasco para 15 pessoas no local em 2012. O grupo de vítimas do ex-médico recebeu relatos semelhantes de moradores de Jaboticabal.
As pessoas mais próximas também operavam uma diversificada engenharia financeira para permitir que a fortuna acumulada pelo ex-médico no Brasil cruzasse a fronteira. Abdelmassih recebeu, por exemplo, recursos de Ruy Marco Antônio, ex-dono do Hospital São Luiz, em São Paulo. Mas o Ministério Público (MP) suspeita que a maior parte dos repasses se dava por outras duas frentes. A primeira envolvia grandes quantidades de dinheiro em espécie, escondido provavelmente em São Paulo e Jaboticabal. O MP trabalha com a hipótese de que os valores eram intermediados pela cunhada Elaine e por Maria Stela Abdelmassih, irmã do ex-médico. Era notório que ele aceitava pagamento em dólares na sua clínica. A investigação aponta que funcionários da família faziam o transporte até o Paraguai.
A segunda envolvia um esquema de lavagem de dinheiro. Uma das empresas por trás da rede seria a Colamar, aberta no nome de Larissa e controlada por Elaine, que teria como objetivo remeter, às escondidas, recursos para o casal. Uma das suspeitas do MP recai sobre negociações feitas em 2010 entre a Colamar e uma produtora de frutas de Bebedouro (SP). A produtora destinou ao menos R$ 5,2 milhões à companhia dos Abdelmassih. Também está na mira do MP um banco paulistano dono de fazendas que pertenceram ao condenado. A transferência de propriedade foi feita em 2009, às vésperas da condenação, mas até hoje a instituição não passou as terras adiante. Usadas para o cultivo de laranjas, elas demandam uma expertise que não faz parte das atividades de um banco. A promotoria ainda investiga o caso, e os envolvidos poderão responder por lavagem de dinheiro, falsidade documental e favorecimento pessoal. ISTOÉ procurou Maria Stela e Elaine, mas elas não se pronunciaram. 

Desinteresse por horário político é o maior desde 1998

Pesquisa Datafolha mostra que quase metade do eleitorado, 46%, não tem 'nenhum interesse' na programação obrigatória de rádio e TV

Dilma, a 'dona de casa' do horário eleitoral

Candidatos que apostam apenas no horário político para convencer o eleitorado talvez devam mudar de estratégia. Pesquisa realizada pelo Datafolha na última quinta e sexta, dias 28 e 29 de agosto, mostra que 46% dos entrevistados não têm interesse algum na propaganda obritagória, maior índice registrado pelo instituto desde 1998. Naquele ano, em que Fernando Henrique Cardoso disputava a reeleição pelo PSDB, 51% não tinham nenhum interesse em acompanhar o horário político no rádio ou na TV.
Uma parcela menor dos ouvidos pelo Datafolha, 33%, disse ter pouco interesse na propaganda, e apenas 20% dos entrevistados afirmaram ter muito interesse em ver e ouvir candidatos fazerem promessas e atacar adversários. O horário político tem quase uma hora de duração -- 50 minutos, mais exatamente -- e vai ao ar duas vezes por dia: às 13h e às 20h30.
O levantamento sugere a ineficácia do horário político como estratégia de ação ao mostrar que o desinteresse pela propaganda é maior entre os eleitores indecisos. De acordo com matéria do jornal Folha de S.Paulo, 60% daqueles que não sabem em quem vão votar não tem qualquer interesse pelo horário obrigatório. Entre os que pensam em anular o voto ou votar em branco, o índice sobe para 84%. 
Além disso, 36% de todos os ouvidos disseram que o horário não é nada importante para decidir o voto, contra 34% que o consideram muito importante e 29% que o definem como pouco importante.

Siglas nanicas reúnem candidatos menos escolarizados

Seis partidos – PSDC, PTdoB, PSL, PRTB, PTN e PRP – invertem a lógica brasileira de lançar mais candidatos com Ensino Superior completo

O comediante e deputado federal Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, participa da cerimônia de posse do novo Congresso Nacional, em Brasília

Há uma série de diferenças entre a classe política nacional e os eleitores brasileiros – mas elas estão se tornando menores. Um infográfico do site de VEJA ajuda a entender uma delas: a discrepância, ainda elevada, de escolaridade dos políticos em relação às médias do país. E o peso que os partidos nanicos possuem na fatia dos candidatos com menos escolaridade. Na prática, pequenas siglas servem como porta de entrada para eles – os candidatos que completaram apenas o Ensino Médio constituem o maior grupo nesses partidos.
Neste ano, os partidos escolheram 45% de seus representantes para disputas eleitorais entre os diplomados com grau superior e 30% entre os que passaram pela escola, mas não chegaram à universidade. A distância entre as duas principais classificações dos candidatos, com base no critério de escolaridade, diminuiu em 2014. Há quatro anos, os candidatos formados em universidades representavam 46%, e os que concluíram o Ensino Médio, 27%.
Os dados de 2010 do IBGE apontam que apenas 7,9% da população brasileira concluíram um curso superior e que 50,2% não chegaram ao fim do Ensino Fundamental ou não tinham instrução. A boa notícia é esses números estão em evolução – ainda que lenta –, o que também tem alterado o perfil dos candidatos no Brasil. Há dez anos, só 4,4% dos brasileiros tinham curso superior e 65,1% estavam com o Fundamental incompleto.
O professor e cientista político Rui Tavares Maluf explica que a tendência para os próximos anos é que se verifique um crescimento menor bruto ou até uma redução proporcional dos candidatos com nível superior por causa do aumento de escolaridade média da população. “É de se esperar que num eleitorado mais escolarizado seus representantes sejam, de preferência, ainda mais”, diz o cientista político.
Os maiores partidos brasileiros reproduzem esse padrão de escolhas: lançam mais candidatos com curso superior do que com nível médio. E até extrapolam. É o caso de PT e PMDB – com índices respectivos de 64% e 60% de candidatos formados em faculdades – e PSDB e PSD, nos quais a taxa é de 57%. Até mesmo siglas radicais de esquerdas, com bases em classes sindicais e trabalhistas, repetem a lógica. PSTU e PCB aparecem entre os dez partidos brasileiros que dedicam mais da metade de suas vagas aos diplomados. No PCO, são 42%. Segundo especialistas, a pequena extrema esquerda segue o padrão dos grandes partidos nesse quesito por causa de um pensamento de vanguarda e da alta formação intelectual de seus integrantes, uma herança marxista histórica, por exemplo, do "Partidão".
Apenas seis dos 32 partidos no país inverteram os critérios de seleção de candidatos e funcionam como porta de entrada para candidatos menos escolarizados: PSDC, PTdoB, PSL, PRTB, PTN e PRP – este último também é o que mais deu legenda a candidatos que podem ser classificados como analfabetos funcionais. Estes partidos são os únicos em que o número de candidatos com instrução média é proporcionalmente maior do que os com formação superior. As taxas variam de 36% (PRP) a 41 (PSDC). Ou seja, é mais provável que uma pessoa com estudos limitados ao Ensino Médio consiga se candidatar por uma dessas seis legendas nanicas – assim apelidadas justamente pela falta de filiados eleitos no Congresso Nacional ou em prefeituras – do que por um grande por um partido de grande porte.

No Rio, Aécio diz que Dilma já perdeu

Candidato tucano, que participou de partida de futebol organizada por Zico na Barra da Tijuca, afirma que o governo atual "fracassou" e "não vencerá" as eleições. E ainda criticou Marina Silva, em quem vê contradições

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O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou neste domingo que Dilma Rousseff, a candidata do PT à reeleição, já perdeu a disputa pelo Palácio do Planalto. "O atual governo fracassou. Essa é a questão central. E não vencerá as eleições o grupo que está hoje no poder", disse o mineiro, pouco antes do  jogo de futebol organizado por Zico com celebridades e ex-atletas na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, do qual tomou parte.

Aécio também fez críticas a Marina Silva (PSB), hoje empatada com Dilma na disputa pela presidência. “Vejo na proposta do PSB um número muito grande de contradições em relação ao que se propõe hoje e o que se praticou no passado em todas as áreas”, disse Aécio, que respondia à provocação do vice de Marina, Beto Albuquerque (PSB), para quem os tucanos precisavam apresentar um plano de governo antes de criticar os adversários. 

O tucano conclamou ainda a adversária do PSB a apresentar o que pensa para a política externa e programas de transferência de renda. Aécio voltou a dizer que o PSB defende “as mesmas posições” que o PSDB defendeu historicamente para a economia. “Agora Marina terá oportunidade de externar suas propostas. Boas intenções todas as candidaturas trazem, mas é importante termos algo mais do que isso para que o Brasil não viva uma nova frustração como a de hoje”, criticou.
Marina apareceu empatada na última pesquisa Datafolha com a presidente-candidata Dilma Rousseff, ambas com 34% das intenções de voto, enquanto Aécio registrou 15% das preferências. 

Belo Jardim e Jaguar vencem e Altinho x Araripina empatam

Belo Jardim e Jaguar vencem e Altinho x Araripina empatam

O Belo Jardim ganhou do Íbis e garantiu a classificação antecipada para a próxima fase do Campeonato Pernambucano Sub-23. Nos outros jogos do Grupo E Jaguar derrotou o Ferroviário do Cabo e Altinho x Araripina empataram.
Com os resultados, o Belo Jardim lidera a chave com 17 pontos. No segundo lugar, o time de Jaboatão dos Guararapes tem 12, seguido por Araripina e Altinho, com 10. O Pássaro Preto está na quinta posição, com 6. A equipe do Cabo de Santo Agostinho é a sexta, com um.
No Estádio Ademir Cunha, em Paulista, o Belo Jardim venceu o Íbis por 4x1. O gols do Calango foram marcados por Candinho (5' do 1º), Felipe (25' do 1T), Pedro Maycon (33' do 2ºT) e Nael (47' do 2ºT). O Pássaro Preto descontou com Dênis Baiano (24' do 1ºT).
No Estádio Gileno de Carli, no Cabo de Santo Agostinho, o Jaguar ganhou do Ferroviário por 5x2. Os gols do time de Jaboatão dos Guararapes foram marcados por Belisco (22' do 1ºT), Diogo (45' do 1ºT), Bala (9' do 2T) e Cláudio (27' e 32' do 2ºT). Os gols dos donos da casa foram feitos por Darlyson (11' do 2ºT) e Saulo (35' do 2ºT).
No Estádio Políbio Lemos, em Altinho, os donos da casa empataram com o Araripina por 2x2. Os altinenses abriram o placar com Careca, aos 11 minutos do primeiro tempo. O Bode empatou com Anderson Alagoano, aos 32. Aos oito da segunda etapa, Careca colocou a Águia novamente na frente. Aos 38, Daniel Caiçara empatou para os visitantes.
Os jogos da próxima rodada são Altinho x Ferroviário, Araripina x Íbis e Jaguar x Belo Jardim.

Atleta de Exu conquista ouro e prata em ginástica artística na China


O talento da jovem ginasta Flávia Saraiva tem sido motivo de orgulho para os moradores de Exu, no Sertão pernambucano – terra de sua família. Na última semana, a pequena notável brasileira brilhou mais uma vez na Olimpíada da Juventude, em Nanquim, na China. Depois da prata na final do individual geral, desta vez a baixinha de 1,31m abocanhou duas medalhas de uma só vez. Disputando as finais da trave e do solo, ela conquistou a prata no primeiro exercício e o ouro no segundo, sua especialidade.
A vitória coroa a trajetória da menina, que chegou à China como substituta da ginasta Rebeca Andrade, do Flamengo, e dona da vaga, mas que machucada não pôde competir. Flávia fez 14.000 pontos na trave, ficando atrás apenas da chinesa Yan Wang. No solo, ela anotou 13.766 pontos, vencendo a russa Seda Tutkhalyan, que fez 13.733, e a britânica Elissa Downie, com 13.466.
Estou muito feliz, é um dia que nunca vou esquecer na minha vida. Esperava um bom resultado, mas não três medalhas, talvez duas. Voltar para casa com três medalhas é muito bom. Fui bem na trave, estava concentrada e confiante. E no solo também. Isso representa muito para mim, fico muito feliz em representar o Brasil e conseguir ajudar o time com três medalhas” frisa Flavinha.
Flávia é campeã brasileira sub-16, e durante a semana também foi prata na final do individual geral. Primeira colocada na trave, com 14.050 pontos, e no solo, com 13.800, muito à frente da russa Seda Tutkhalyan, que ficou com o ouro na competição, a ginasta foi sexta no salto sobre o cavalo (13.900), quarta nas barras assimétricas (12.950) e terminou sua participação com 54.700 pontos. (fonte:G1 Esporte/foto:Agência EFE)

Setor de energia eólica vai investir cerca de R$ 15 bilhões neste ano


O setor de energia eólica vai investir neste ano cerca de R$ 15 bilhões e a perspectiva é manter este patamar de investimentos nos próximos anos, incluindo a participação nos leilões de energia promovidos pelo governo, de acordo com a presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Elbia Melo. Em dez anos, a energia eólica deve corresponder a 11% da matriz energética brasileira, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Para Elbia, um dos maiores desafios do setor no Brasil é o desenvolvimento da cadeia produtiva para garantir o andamento dos projetos e manter o índice de nacionalização, critérios básicos para conseguir financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela concorda com a exigência, mas lembrou que a cadeia produtiva tem que evoluir rapidamente para que os projetos possam entregar a energia contratada nos leilões.
"É um desafio que chamamos de emergencial. Temos que vencer rapidamente. Ano passado nós vendemos 4,7 gigawatts (GW). Isso significa que temos que fabricar equipamentos. O adensamento da cadeia produtiva talvez hoje seja o ponto de maior atenção. Não entendemos como um ponto intransponível, mas como uma questão que temos que vencer, que discutir e trazer soluções de curto prazo para seguir na trajetória de consolidação que a indústria está indo de sustentabilidade de longo prazo ", disse à Agência Brasil.

O chefe do departamento da área de operações industriais do BNDES, Guilherme Tavares Gandra, explicou que o critério foi adotado em 2012 dentro da modelagem dos financiamentos para incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional. "Desde o início da metodologia temos cerca de 22 novas unidades industriais e 15 expansões. Estamos falando aqui de 37 projetos de investimentos", disse, destacando que os projetos não se concentram em apenas um tipo de segmento."Tem investimento em fornecedores de pás, de torres. Houve uma abrangência em grupos de componentes que é muito interessante". 

Na avaliação de Elbia Melo, com a diversificação da matriz energética brasileira que já está acontecendo, no futuro, a tendência é a redução da participação das hidrelétricas e de aumento das fontes renováveis. "Nesse processo a energia eólica é a atriz principal. Ela vai ser rapidamente a segunda fonte a participar da matriz. Do ponto de vista da oferta, nós não temos problema em termos de potencial. É essa a posição que o setor eólico está buscando garantir e nós temos todas as condições de fazer isso. O setor eólico está em um momento virtuoso e vai continuar nesta trajetória tendo em vista a base que a indústria construiu no Brasil", explicou.

Segundo a presidenta, um fator importante que será trabalhado neste momento é encaminhar ao governo o pedido de escalonar as entregas de energia do que foi vendido nos leilões. "Essa é uma demanda importante que a indústria vai levar para o governo. Não fica em um período único e as fábricas têm tempo de programar a sua produção", esclareceu.

O escalonamento, de acordo com ela, poderia favorecer também a solução de um outro gargalo do setor, que é a logística do transporte de equipamentos. A característica dos produtos é de grande dimensão e peso, como as torres das turbinas de geração da energia eólica e rotores, entre outras peças.

Ataques à Marina devem ficar mais evidentes a partir de hoje

As candidatas Marina Silva (e) e Dilma Rousseff, com o também candidato Aécio Neves

O debate a ser promovido pelo SBT hoje segunda-feira, 1º, deve mostrar com mais clareza a estratégia dos candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) em relação à candidata do PSB, Marina Silva, que está em trajetória ascendente nas pesquisas de intenção de voto.
Especialistas consultados pelo Broadcast Político acreditam que o segundo encontro será diferente do primeiro, na TV Bandeirantes, em que as críticas de Aécio e Dilma a Marina foram sutis.
"No próximo debate, Marina vai ser mais testada. Até o encontro da Band, havia uma certa prevenção por parte de Dilma e Aécio, no sentido de deixar Marina andar com as próprias pernas e ver se ela ficava de pé", avaliou Carlos Melo, cientista político e professor do Insper.
"Não foi o que aconteceu. Marina mostrou que tem habilidade, teve desenvoltura no primeiro debate e começa a se perceber que não dá mais pra preservá-la", completou.
"No primeiro debate os ataques entraram devagar, porque a pesquisa (Ibope) tinha acabado de sair", afirmou o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antonio Carvalho Teixeira.
"A estratégia dos dois (Dilma e Aécio) foi muito mais intuitiva. Agora virá de forma organizada", defende o professor.
Ele diz que, para Aécio, a ameaça imposta por Marina é imediata, com risco de deixá-lo de fora do segundo turno, mas a situação da presidente também já é bastante delicada.
Por isso, deve se concretizar a teoria uma trégua entre PT e PSDB para concentrar a ação contra a candidata do PSB.
"A união acontecerá porque não é mais uma eleição plebiscitária. Eles vão ter que passar a direcionar o tiroteio à Marina."
Para Melo, a "artilharia mais pesada" deve ser direcionada à ex-senadora já no debate do SBT porque o prazo está curto.
"Na segunda-feira vamos estar a pouco mais de 30 dias do primeiro turno. Não vai dar para eles esperarem para fazer os ataques nos últimos 15 dias", afirmou o professor do Insper. "Seria um risco muito grande".
O cientista político e especialista em pesquisa eleitoral Sidney Kuntz também acredita que as campanhas petistas e tucanas vão concentrar os esforços em desconstruir a imagem de Marina, mas pondera que é preciso tomar cuidado com ataques muito agressivos.
"Ataque não ganha voto há um bom tempo. O (Geraldo) Alckmin tentou contra Lula (em 2006) e era algo que não combinava com ele, não vingou. É preciso tomar cuidado (com ataques)", disse.
Kuntz avalia ainda que o desempenho de Marina no último debate e também na entrevista ao Jornal Nacional, mostra que a candidata está muito mais bem preparada para responder a questões "mais complicadas" do que em 2010.
"Hoje ela é quase uma monja tibetana."
Possíveis ataques
Na avaliação dos cientistas políticos, os discursos contra Marina devem focar primeiramente, como já evidenciado por interlocutores tucanos e petistas, na suposta inexperiência administrativa de Marina.
Outro alvo devem ser as inconsistências da candidata na defesa de sua "nova política".
O primeiro argumento acaba sendo frágil, pois Dilma só tinha a experiência ministerial a apresentar em 2010, enquanto Marina foi senadora e ministra, explica Teixeira. "Mesmo contra Aécio, Marina pode em tese questionar o legado que ele deixou em Minas."
Kuntz também avalia essa estratégia como equivocada. Segundo ele, todo mundo na vida foi inexperiente um dia e além disso, nesse caso, ela poderia contra-atacar.
"Ela pode questionar a experiência de Dilma ao assinar um papel em branco no caso do escândalo de Pasadena, da Petrobras. E pode citar o caso de aeroportos que beneficiaram parentes para questionar a experiência de Aécio", afirmou.
"Essa tese de experiência não vai vingar".
Para ele, os marqueteiros "devem estar batendo cabeça" e tendem a optar por um caminho para reforçar a tática do medo.
"Eles devem tentar mostrar a pouca estrutura partidária, com poucas chances de aprovar projetos e colocar medo a respeito de um possível governo. Eu não vejo outro caminho", disse Kuntz.
Outro argumento é tentar levantar polêmicas a respeito da opinião de Marina, como no caso dos transgênicos.
Para Teixeira, o tema pode vir à tona, já que ele avalia que Marina teve alguma dificuldade de explicar sua posição na entrevista ao Jornal Nacional. "Ainda assim, é um tema que Marina pode se preparar bem para responder", pondera.
O calcanhar de Aquiles mais evidente seria a questão do jatinho e da suspeita de uso de empresas- fantasma para financiar a compra da aeronave usada por Campos e também pela então vice.
"Marina deu, até aqui, a resposta que era possível, mas é uma tecla em que os adversários devem bater", avalia Teixeira, com a ressalva de que é o tema mais delicado da campanha: "um baita quebra-cabeças para quem vai bater e para quem vai defender".
A questão seria como atacar sem cruzar a linha de denegrir a imagem do candidato que morreu de forma tão trágica.
Para Kuntz, no entanto, o tema do avião não deve ser abordado, pois é uma coisa comum durante as campanhas.
"Um candidato tem 45 dias para fazer campanha, vai a seis cidades em um dia. Ninguém pergunta de certificado de avião. É sabido que toda campanha tem jatinho ou que cederam ou que alugaram. É algo comum."
Nanicos
Outra tendência apontada pelos especialistas é os candidatos nanicos passarem a mirar Marina - com a diferença de que não têm muito a perder. "Para eles é uma oportunidade de ganhar presença", lembra Teixeira.
Para Melo, do Insper, já foi perceptível no primeiro debate os pequenos começarem a direcionar críticas à candidata do PSB, em especial Luciana Genro (PSOL), com um viés de esquerda, e Levy Fidélix (PRTB), de direita.
"Essas figuras tendem a funcionar como fustigadores de Marina e servem de linha auxiliar de ataque à estratégia de Dilma e Aécio", afirmou Melo.