Supermercado Brastudo

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sábado, 25 de abril de 2015

A nova batalha de Janot

Para não inviabilizar a Lava Jato, procurador-geral da República precisa resolver a queda-de-braço com a PF, marcada por acusações mútuas.


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Nos últimos dias, o procurador-geral da República Rodrigo Janot foi tragado para dentro de uma nova polêmica envolvendo a Operação Lava Jato. A querela decorre do descompasso entre os trabalhos desenvolvidos na primeira instância e no Supremo Tribunal Federal, no que diz respeito aos acusados no Petrolão. Dois relógios que deveriam atuar em harmonia, hoje funcionam de maneiras distintas. Enquanto na primeira instância o juiz Sérgio Moro já decretou a sentença de condenação contra o núcleo administrativo e financeiro do esquema, no STF nenhuma denúncia sequer foi apresentada pelo Ministério Público Federal. Responsável pelas apurações relativas ao braço político do Petrolão, Janot é acusado pela Polícia Federal de travar a investigação, protelando oitivas de pelo menos sete inquéritos relacionados a 40 pessoas e alimentando uma antiga guerra de poderes entre procuradores e delegados. Nos bastidores, delegados se queixam que o procurador-geral quer para si o protagonismo da operação, submetendo a PF a seus desejos. Acusam-no ainda de estar usando a Lava Jato para garantir sua recondução ao cargo. De outro lado, o MP diz que a PF estica a corda de olho em aumentos salariais e numa autonomia orçamentária, administrativa e financeira em relação ao Ministério da Justiça.
Desde que foi alçado ao posto, Janot tem atuado como um equilibrista para evitar incidir em equívocos cometidos por seus antecessores. Ele não quer agir de maneira açodada, para que não incorra no mesmo erro de Aristides Junqueira, responsável pela denúncia contra o então presidente Fernando Collor, que anos mais tarde seria inocentado pelo STF pela inconsistência das provas utilizadas. Nem pretende marcar seu trabalho pela lentidão, para não ser acusado de “engavetador-geral da União”, como Geraldo Brindeiro, conhecido por não dar andamento aos processos contra políticos durante o governo tucano.
O excesso de cuidados, no entanto, não impede o surgimento de problemas com os quais o procurador não esperava se deparar. Conforme apurou ISTOÉ, a contenda começou quando Janot telefonou para o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, no último dia 15, explicando que precisava adiar os depoimentos dos senadores Fernando Collor e Benedito de Lira, e do empresário Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht, previstos para os dois dias subsequentes. O procurador explicou que aguardava o resultado das diligências que fundamentariam os interrogatórios. Daiello teria concordado em remarcar a data das oitivas e pediu que Janot formalizasse isso por ofício. No dia seguinte, porém, o diretor-geral da PF recuou. Alegou que os delegados não concordavam com o adiamento e que o caso deveria ser levado ao ministro Teori Zavascki, do STF. Assim foi feito e o relator acabou autorizando a mudança na agenda, num despacho em que reafirmou a competência do Ministério Público na condução do inquérito.
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Para integrantes do MPF ouvidos por ISTOÉ, a postura do diretor-geral da PF no episódio sugere que ele tem dificuldade em comandar sua tropa, daí o descompasso entre as duas instituições que deveriam trabalhar em harmonia. Essa situação teria se tornado ainda mais flagrante com a presença informal do delegado Luis Flávio Zampronha em diversas oitivas. Procuradores da força-tarefa questionaram a participação de Zampronha, alegando que o policial não foi designado oficialmente para a função. Próximo do ex-diretor da PF Paulo Lacerda, Zampronha integrou a Divisão de Combate a Crimes Financeiros da PF que investigou a fundo o mensalão. A expertise do delegado justificaria sua participação no caso, desde que isso fosse formalizado, alegam os procuradores. Caso contrário, só tende a alimentar a disputa entre a PF e o MPF e as insinuações mútuas de que alguém quer atrapalhar as investigações. “Não há necessidade de um ato formal. Nenhum delegado foi designado oficialmente”, rebateu Zampronha.
Certo é que, após a manifestação de Teori, a PF resolveu reagir por meio do presidente da Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro. Em nota, disse que os delegados federais estavam preocupados “com os prejuízos à investigação criminal” e com o “atraso de diligências”. Ato contínuo, em blogs surgiram acusações de que a PF estaria usando a Lava-Jato como barganha para aprovar a PEC 412, que prevê autonomia orçamentária, administrativa e financeira para a instituição. Audiências públicas de Leôncio com parlamentares para defender a “PEC da autonomia” foram interpretadas como provas de um “balcão de negócios”. “É uma insinuação ridícula e despropositada”, disse à ISTOÉ. É o que todos esperam.
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Fotos: Sergio Lima/Folhapress; Marcelo Ferreira/CB/D.A Press ; PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO 

Investigado por terrorismo em Brasília já trabalhou na Casa Civil

Marcelo Bulhões dos Santos, no canto inferior esquerdo da foto: ele trabalhou por 3 anos e 9 meses na Casa Civil

O advogado de Brasília que entrou no radar da Justiça por suspeita de cumplicidade com terroristas é um brasileiro que se converteu ao islamismo e já trabalhou na Casa Civil da Presidência da República durante a gestão de Dilma Rousseff. Ele também foi funcionário da própria Polícia Federal, órgão que ele viria a acusar de ser conivente com interferência internacional na CPI da Espionagem. Marcelo Bulhões dos Santos pertence à corrente sunita e frequenta com regularidade a mesquita da capital federal.
Os policiais federais que estiveram no prédio de Bulhões nesta sexta-feira apreenderam documentos e materiais eletrônicos, por ordem da Justiça Federal. Os indícios dão conta da ligação dele com extremistas estrangeiros. Como não há crime de terrorismo no país, a Justiça colhe elementos para julgá-lo por crimes acessórios, como estelionato e falsificação de documento.
Bulhões já era conhecido pela PF. Ele é ex-servidor de nível médio da corporação, onde trabalhou entre 2004 e 2007. Como fala árabe, espanhol, italiano e inglês foi lotado na Coordenação-Geral de Polícia Criminal Internacional, braço da Interpol na PF, antes de ser cedido à Presidência da República. Exercia atividades burocráticas na troca de informações e comunicados com outros escritórios centrais nacionais da Interpol. Anos depois, ele diria que havia interferência de serviços de inteligência dos Estados Unidos da PF.
Bulhões formou-se em 2009 em uma universidade particular de Brasília. Ele trabalhou por quase quatro anos como assessor da Casa Civil, durante a gestão da então ministra Dilma Rousseff. Foi nomeado por ela para um cargo de confiança: supervisor de legislação pessoal. Bulhões diz ter se desligado em 2010 por vontade própria, para se dedicar à atividades de consultoria jurídica. Hoje, atua no próprio escritório, que funciona no apartamento onde também mora sua mulher e o filho do casal. Há dois meses, passou a assessorar a embaixada de Omã na capital federal.
Espionagem - O alvo da PF também denunciou supostas atividades de contraterrorismo dos Estados Unidos no Brasil. Em setembro de 2013, Bulhões encaminhou à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), então presidente da CPI da Espionagem, um documento que reunia relatórios sobre atividades de terroristas na América do Sul. Disse que agia por "senso de responsabilidade cívica". Alguns dos documentos eram da Embaixada Americana no Brasil, vazados pelo WikiLeaks, e parte do acervo da biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Outros, datados de 1995 a 2011, pertenciam ao arquivo do Itamaraty e, segundo ele, "sugeriam atividades de espionagem norte-americana em desfavor do governo brasileiro".
O relatório americano sobre atividades criminosas e terroristas na tríplice fronteira, encaminhado por Bulhões à CPI da Espionagem, cita entre outros alvos o doleiro Alberto Youssef, delator do escândalo do petrolão. Youssef é descrito como um dos "maiores operadores de lavagem de dinheiro do país, tendo trabalhado para o traficante Fernandinho Beira-Mar".
"Há fortes indícios de que cidadãos brasileiros de origem árabe e/ou de confissão islâmica tenham sido objeto de investigação por parte de órgãos de inteligência nacionais e estrangeiros , sendo que nem sempre havia motivo plausível para tal", justificou Bulhões. "Nesse sentido, houve, inclusive, diversas ocasiões em que o ora signatário [ele mesmo] presenciou a interferência de serviços estrangeiros na atuação de órgãos do governo federal, dentre os quais é possível destacar o Departamento de Polícia Federal, do qual o subscritor é ex-servidor."
Em postagens no Facebook, Bulhões também justifica a ação do grupo terrorista Hamas, que costuma lançar mísseis sobre o território israelense. "Sem a ocupação dos sionistas de uma terra alheia nem sequer existiria o Hamas, muito menos os mísseis", disse ele em julho de 2014. O advogado prosseguiu: "Os apoiadores de Israel chamam o Hamas de 'terrorista', mas esquecem de estudar sobre o modo que se deu a formação do pseudo-estado judeu".​
Bulhões formou-se bacharel com uma monografia intitulada "O princípio da igualdade no Direito islâmico" e estudou no prestigiado Colégio Militar do Rio de Janeiro.
Em nota, a PF disse que cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça em inquérito sigiloso que apura falsificação de documentos. Segundo a PF, "os atos praticados pelo investigado não guardam relação direta com seu passado funcional ou, ainda, com suas atividades como servidor comissionado".
Veja

Justiça bloqueia R$ 153,9 mi de empreiteira do clube do bilhão

Gerson de Mello Almada, da Engevix

A Justiça Federal determinou nesta sexta-feira o bloqueio de bens da empreiteira Engevix, do vice-presidente da empresa, Gerson de Mello Almada, preso desde novembro do ano passado, e da holding que controla a construtora, Jackson Empreendimentos. A decisão da juíza Gisele Lemke, da 2ª Vara Federal de Curitiba, atende pedido de liminar do Ministério Público Federal em ação civil de improbidade administrativa - o processo corre em paralelo às ações penais da Operação Lava Jato, conduzidas pelo juiz federal Sérgio Moro. A medida prevê o bloqueio de até 153,9 milhões de reais.
O MPF entrou com a liminar de modo a garantir que, no futuro, possam ser ressarcidos os prejuízos provocados pelo esquema de corrupção que assaltou os cofres da Petrobras - integrado pela Engevix, uma das empreiteiras do chamado clube do bilhão. "Na verdade, não há nesse momento processual como saber precisamente se o valor a ser devolvido atinge o montante indicado pelo Ministério Público Federal, pois consta da própria petição inicial que não foram ainda localizadas todas as operações financeiras relativas ao total dos valores que teriam sido desviados", argumenta a magistrada em seu despacho.
Para calcular o valor do bloqueio, o Ministério Público considerou o depoimento de delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em depoimento prestado no âmbito de seu acordo de delação premiada, Costa afirmou que o porcentual de propina pago era de 1% do valor dos conttratos com a estatal - e que a Engevix participava do esquema.
"Prosseguindo-se no exame da responsabilidade individual de cada um dos réus da presente ação, tem-se que a responsabilidade da pessoa jurídica Engevix dispensa maiores indagações, visto como ela foi mencionada diretamente nas delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef como uma das empresas do cartel que fazia pagamentos de propinas para obtenção de contratos junto à Petrobras", conclui a juíza. Quanto a Gerson de Mello Almada, sua responsabilidade é bastante evidente, uma vez que ele era o contato direto de Costa e Youssef na Petrobras", prossegue.
As empresas e o executivo terão de apresentar à Justiça em 15 dias uma lista de bens livres passíveis de bloqueio.
Veja

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bruno Grassi, ex goleiro do Araripina assina com o Grêmio/RS

Goleiro que atuou em 2011 no Araripina FC, foi o destaque do gauchão pelo Cruzeiro/RS e agora foi contratado pelo Grêmio.


Reflexos apurados, segurança e grandes defesas. Esses são alguns dos predicados exibidos por Bruno Grassi nos gramados do Gauchão pelo Cruzeiro-RS, em 2015. Que levaram o goleiro a ser um dos destaques da competição e despertaram a atenção do Grêmio. O Tricolor, por sua vez, agiu tão rápido quanto o camisa 1 em suas intervenções. Antes mesmo da disputa dois Gre-Nais decisivos, pela final do estadual, o clube anunciou a contratação do arqueiro para ser o substituto imediato de Marcelo Grohe, que deve disputar a Copa América em junho. Grassi, que firmou vínculo até abril de 2017, afirma que fechou com os gremistas para viver o "ápice" de sua carreira, como manifestou em rede social na noite desta quarta-feira.
- É o ápice da minha carreira. Busquei muito por esta oportunidade e sou muito grato a todos que tiveram participação na minha jornada, técnicos, treinadores, colegas de trabalho, todos, principalmente aos meus queridos e amados pais, que sempre me incentivaram, me apoiaram e estiveram do meu lado. A minha amada e doce esposa, Bárbara - publicou em seu Facebook.
Mais do que as grandes defesas, Grassi despontou em suas atuações contra a dupla Gre-Nal, em especial contra o Inter, clube que o revelou. No primeiro turno, o camisa 1 fechou o gol e até pegou pênalti cobrado por Anderson para assegurar o 0 a 0 no Vieirão. Depois, nas quartas de final, foi o nome do jogo, apesar do empate em 2 a 2 e a eliminação do Cruzeirinho nos pênaltisl. Antes, diante do Grêmio, teve belo desempenho na Arena, mas não conseguiu evitar o revés por 1 a 0, com gol de Braian Rodríguez. 

Confira dicas de consumo consciente para sofrer menos com o aumento da conta de luz


A conta de luz dos pernambucanos vai subir outra vez na próxima semana. O reajuste médio será de 11,25% nas tarifas cobradas pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). O aumento vai doer no bolso do consumidor. Mas talvez doa um pouco menos se ele seguir algumas dicas para evitar desperdícios e adotar hábitos mais econômicos.

Aparelhos elétricos de refrigeração, como geladeiras e ar condicionados, e de aquecimento, como ferros de passar e chuveiros, são os que mais demandam energia no ambiente doméstico e, por isso, deve-se evitar que permaneçam ligados por longos períodos. A orientação é ajustar o condicionador de ar para temperatura confortável (cerca de 23°C). 

A utilização do timer (temporizador) para evitar o funcionamento desnecessário do condicionador de ar ajuda na economia. Após a refrigeração do cômodo, o usuário pode recorrer a ventiladores para manter o clima agradável. Uma dica importante é promover com regularidade a manutenção e a limpeza desses equipamentos. Além de higiênica, a medida contribui para um desempenho mais econômico já que a sujeira acumulada no filtro dificulta a troca de calor e passagem do ar, exigindo mais potência e, consequentemente, maior consumo de energia.Estar atento para o uso de  itens como churrasqueiras elétricas e grills. Mesmo eventual, a ligação desses equipamentos deve ser avaliada.  A melhor opção é substituir os itens elétricos por modelos a carvão ou a gás. O uso de aparelhos de som em alto volume, nem como de ventiladores na velocidade máxima, resulta também em maior gasto de energia.

Na questão da iluminação, a Celpe observa que as lâmpadas de LED tem ainda melhor desempenho do que as fluorescente normais e economizam cerca de 80% de energia elétrica com maior durabilidade. Um ambiente pintado em cores claras e que fique com as janelas abertas o maior tempo possível também contribui para a eficientização do consumo de energia.

Para obter um consumo racional de energia e assegurar contas livres de inconvenientes, a Celpe aconselha o consumidor a ter atenção no momento da compra de eletrodomésticos. É importante optar por produtos que apresentam o Selo Procel – que indicam os aparelhos mais eficientes e que consomem menos energia.

A Celpe também faz um alerta para as geladeiras. Quando em mau estado de conservação, os refrigeradores chegam a representar 30% do consumo de uma residência. Para evitar desperdício de energia, freezers e geladeiras devem ser instalados em locais ventilados, longe de qualquer fonte de calor e com espaço mínimo de 15 centímetros de paredes e armários. Outra orientação é observar periodicamente a borracha de vedação que, uma vez ressecada, é causa de um dos maiores desperdícios de energia.

No caso do chuveiro elétrico, o recomendável é colocá-lo sempre na posição verão. Quanto mais baixa a temperatura da água, menor o consumo de energia. Os fornos e os ferros elétricos somente devem ser usados quando necessário. É importante otimizar seus funcionamentos para aproveitar o calor, evitando desligar e reaquecer o equipamento com frequência.

Diario de Pernambuco

Dilma vem a Pernambuco para inauguração da Jeep, na próxima terça-feira


No próximo dia 28, a presidente da República Dilma Rousseff virá à Pernambuco para participar da inauguração da fábrica da Jeep, em Goiana. A sua vinda foi confirmada pelo Palácio do Planalto nesta quarta-feira (22). A última vez que a petista desembarcou em solo pernambucano foi durante a campanha presidencial de 2014, também em visita à Jeep e logo depois participou de comício na capital.Semana passada, o ex-presidente Lula (PT) veio ao estado, na inauguração da fábrica Iataipava em Itapissuma. Ele foi contratado para fazer uma palestra para funcionários e defendeu uma visão mais positiva em relação a situação econômica do país, como também os ajustes fiscais feitos por Dilma. 

Diário de Pernambuco

Prazo para renovação de contratos do Fies é prorrogado para 29 de maio

Estudantes realizam prova do vestibular da Fuvest 2014, em São Paulo

O Ministério da Educação (MEC) decidiu nesta quinta-feira prorrogar para o dia 29 de maio o prazo de renovação de contratos ativos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A princípio, o prazo estabelecido pelo MEC terminaria no dia 30 de abril. Em nota, o MEC ressalta que a extensão vale apenas para estudantes que já estão ativos no programa. Novos contratos continuam tendo como data limite o dia 30 de abril. Ainda de acordo com o órgão, até esta quarta-feira, o Fies renovou 84% dos 1,9 milhão de contratos vigentes. Foram firmados 242.000 novos contratos e 296.000 alunos ainda não regularizaram a situação.Em nota divulgada pelo MEC, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou que "o MEC tomou essa decisão, em conjunto com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para dar mais segurança e tranquilidade aos estudantes que ainda buscam aditar seus contratos no sistema".Em dezembro do ano passado, o MEC anunciou mudanças nas regras do Fies e suspendeu o sistema de cadastro e renovação de contratos do programa. Desde que voltou a funcionar, estudantes passaram a relatar dificuldades para inscrição no programa. Antes, a adesão podia ser feita durante todo o ano e não havia exigência de nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Agora, o estudante que obtiver média inferior a 450 pontos no Enem não poderá se inscrever no Fies. O candidato também não pode zerar a prova de redação.Em março, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que o governo federal falhou no programa do Ministério da Educação. "Deixamos as matrículas nas mãos do setor privado. Não foi culpa do setor privado, foi nossa. Voltamos atrás e estamos corrigindo o problema", afirmou a presidente.A portaria com a mudança do prazo para a renovação dos contratos do Fies será publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.
Veja

Ex-BBB brasiliense se envolve em escândalo político norte-americano


A ex-BBB brasiliense Juliana Lopes Leite, de 34 anos, é acusada de ser pivô de um escândalo político norte-americano. De acordo com o jornal New York Post, o senador democrata de Nova Jersey Robert Menendez, de 61 anos, é acusado de usar influência política para conseguir um visto para a brasileira, entre outros favores a doadores da campanha do político. Segundo a reportagem, Juliana é uma das amantes do médico Salomon Melgen, um dos maiores doadores de Menendez. O escândalo ainda cita outras duas modelos, uma ucraniana e outra dominicana.

A brasileira admitiu ao jornal norte-americano que conhece Melgen, mas se recusou a dar mais detalhes. Ainda de acordo com o New York Post, em julho de 2008, o senador pediu que seu conselheiro político sênior, Mark Lopes, enviasse um e-mail para um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado norte-americano para considerar “cuidadosamente" o pedido de visto de uma mulher brasileira – descrita como atriz, advogada e modelo – que queria ir para os Estados Unidos com visto de estudante para estudar na Universidade de Miami. No dia seguinte, o visto de Juliana foi aprovado, no consulado de Brasília. Atualmente, a brasileira atua como advogada em Miami.

O caso veio à tona após a divulgação de um indiciamento de 68 páginas contra Menendez e Melgen, neste mês. Menendez é acusado de beneficiar Melgen em troca de quase US$ 1 milhão em presentes e contribuições de campanha. Se condenado, o senador enfrentará até 15 anos de prisão por cada uma das oito acusações de suborno. Os dois se declararam inocentes.


Menendez também é acusado de tentar influenciar um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos em uma disputa que envolve um dos interesses comerciais de Melgen na República Dominicana. Os promotores ainda acusaram o senador e sua equipe de tentar ajudar Melgen em um conflito de faturamento no programa nacional de seguro social Medicare.

Menendez e Melgen são amigos desde 1993, quando se conheceram em uma arrecadação de fundos políticos logo após o senador ter conquistado seu primeiro mandato na Câmara norte-americana. De acordo com o New York Post, o senador voa, com frequência, no avião particular de Melgen e leva convidados para a casa de férias do médico em um luxuoso resort da República Dominicana.
Correio Braziliense